quarta-feira, 28 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Julio Cesar deixa o aeroporto do Rio de Janeiro chorando nos braços da mãe.
http://sportv.globo.com/videos/copa-2010/v/julio-cesar-deixa-o-aeroporto-do-rio-de-janeiro-chorando-nos-bracos-da-mae/1294655/

sábado, 3 de julho de 2010

Podem comprar televisão, hermanos: Alemanha goleia o time de Maradona.

Sob o comando de Schweinsteiger, seleção vence por 4 a 0 e manda os hermanos para casa; Klose marca duas vezes e fica a um gol de Ronaldo



A torcida argentina comemorou bastante a eliminação do Brasil na sexta-feira, mas a festa dos hermanos não durou mais que um dia. Desta vez, a Alemanha não precisou de pênaltis e nem de sofrimento, como em 2006: sem dar chances ao time de Diego Maradona, os alemães aplicaram um chocolate inapelável por 4 a 0 na Cidade do Cabo e estão classificados para a semifinal da Copa do Mundo, contra a Espanha. Como disse o diário “Olé” para os brasileiros, os argentinos agora também podem comprar uma televisão para assistir ao restante do Mundial no conforto do sofá de casa.

Maradona desfilando sem roupa no Obeslico em Buenos Aires? Fica para a próxima.

Na última Copa, a Alemanha também eliminou a Argentina nas quartas de final, mas com uma sofrida decisão por pênaltis. Neste sábado, no Green Point, não deu nem tempo de roer as unhas: Müller abriu o placar antes do terceiro minuto de jogo e fez o gol mais rápido do torneio na África do Sul. Depois recebeu um cartão amarelo e está fora da semifinal. Klose marcou duas vezes e agora tem 14 em Copas, um a menos que o recorde de Ronaldo. O zagueiro Friedrich também deixou o seu. Schweinsteiger não marcou, mas foi o maestro do time e acabou sendo eleito o melhor da partida pelos internautas no site da Fifa.



A torcida argentina era maioria no estádio, mas quem riu por último foi o meia Michael Ballack, que ficou fora da Copa por contusão, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ambos presentes no estádio. Melhor jogador do mundo em 2009, Lionel Messi teve atuação apagada e deixou a competição sem nenhum gol marcado.

A seleção de Joachim Löw enfrenta agora a Espanha, que bateu o Paraguai por 1 a 0. O jogo que vale vaga na decisão está marcado para quarta-feira, em Durban. Um dia antes, Uruguai e Holanda decidem na Cidade do Cabo o primeiro finalista.

Gol relâmpago

A Alemanha parecia com pressa para abrir o placar. Parecia, não. Realmente estava. Com exatos 2m38s no relógio, Schweinsteiger cobrou falta, Otamendi ficou parado, Müller subiu e tocou de cabeça. A bola bateu na perna do goleiro Romero, que estava mal posicionado, e entrou: 1 a 0, gol mais rápido da Copa do Mundo.

Oficialmente, a Fifa arredonda para cima e considera a marca como 3 minutos. O inglês Gerrard fez aos 3m31s contra os Estados Unidos, mas na súmula aparece 4. Agora, Müller está ao lado de Higuaín (Argentina), David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia) e Sneijder (Holanda) no topo da artilharia do Mundial, com quatro gols.

O 1 a 0 no placar deixou a Alemanha ainda mais confiante e deu uma pane na Argentina. Principalmente pelo lado direito da defesa de Maradona. Perdido em campo, Otamendi levava um baile de Podolski. O lateral argentino ainda levou cartão amarelo aos 11, por falta em Friedrich no campo de ataque. Um exemplo de que nada dava certo para os hermanos aconteceu aos 16: Tevez tentou puxar contra-ataque, mas se enrolou, perdeu a bola e a chuteira, que ficou no gramado. Na beira do campo, o Pibe olhava de braços cruzados. O que fazer?

Na arquibancada, a maioria argentina resolveu “jogar” aos 20. Os torcedores pulavam e cantavam, mas os jogadores não correspondiam em campo. Culpa da Alemanha, que tinha uma defesa muito bem montada por Joachim Löw e era perigosa na frente. Como aos 23, quando Heinze se enrolou ao tentar cortar um passe, Müller invadiu a área e rolou para Klose, que bateu por cima.

Apagado, Messi passou a procurar mais o jogo. Maradona viu que Otamendi era o ponto fraco e mandou Di Maria sair da esquerda e ir para direita. Assim, o lateral parou de subir ao ataque e Podolski ainda tinha que se preocupar com a marcação do novo jogador do Real Madrid. A tática deu certo e a Argentina passou a ter mais chances. A melhor foi aos 36. Müller tocou a mão na bola na entrada da área e recebeu amarelo. Na sequencia da falta mal cobrada por Messi, Tevez recebeu sozinho de Heinze na área e cruzou para Higuaín tocar para o fundo da rede. Mas quatro argentinos estavam em impedimento na jogada, bem anulada.

Em 45 minutos, a Alemanha deu dez chutes, mas apenas um na direção do gol: justamente o que resultou no 1 a 0 da primeira etapa. Os argentinos deram nove e tiveram 55% de posse de bola.

Quem voltou com pressa no segundo tempo foi a Argentina. Mas sem a mesma pontaria de Müller no início da partida. Aos três, Di Maria arriscou de longe a bola passou rente à trave alemã. O empate não saiu por pouco, alguns centímetros.

Com a vaga na mão pela vantagem no placar, a Alemanha se fechou ainda mais, apostando nos contra-ataques. E deixou a Argentina ser dona da bola, como Maradona pediu a semana inteira. Mais passe, mais chutes dos hermanos. Para fora, nas mãos de Neuer e até na cara do adversário: aos 17, Di Maria cruzou da direita, Maxi Rodriguez ajeitou com o peito e Tevez soltou a bomba, que explodiu no rosto de Mertesacker.


Os hermanos ainda tiveram duas chances, com Higuain e Tevez, que pararam nas mãos do goleiro. Se a principal arma argentina não dava certo – o toque de bola -, a maior falha voltou a aparecer: o lado direito da defesa. Na velocidade, a seleção de Lahm roubou a bola pela esquerda do ataque aos 23 e, sentado, Müller tocou para Podolski, que invadiu a área e rolou para Klose fazer seu 13º gol em Copas do Mundo, passando Pelé (12) e ficando a dois do recordista Ronaldo (15).

O tiro de misericórdia saiu aos 29. Mais uma vez pelo frágil lado direito da zaga argentina, que até nem contava mais com Otamendi, substituído logo após o gol por Pastore. Schweinsteiger fez o que quis pelo setor, driblou três argentinos na sequência, entrou na área e rolou para o zagueiro Friedrich pegar de primeira no bico da pequena área: 3 a 0.

Ainda havia tempo para mais um contra-ataque, e a desgraça argentina se consolidou com mais um gol de Klose, aos 44. Bola de pé em pé, de Özil para Podolski, de Podolski para Özil, de Özil para Klose, que bateu de pé direito e fez seu 14º gol em Copas, o quarto neste Mundial, assumindo a artilharia ao lado de Higuaín, Vittek David Villa e Müller. A Alemanha avança cheia de moral para as semis, e está carimbado o passaporte dos hermanos, não para a próxima fase, e sim de volta para casa. Adeus, Argentina. Até 2014, se conseguirem a vaga para jogar no Brasil.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Eliminada da Copa, seleção brasileira retorna ao Brasil neste sábado
Avião sai de Joanesburgo às 16h de Brasília. Primeira parada será no Rio de Janeiro e a segunda em São Paulo. Jogadores ganham folga.

A seleção brasileira já tem a programação de retorno ao Brasil. Eliminados da Copa do Mundo da África do Sul pela Holanda (veja os gols no vídeo), os jogadores saem de Porto Elizabeth neste sábado, às 17h (12h de Brasília), com destino a Joanesburgo.

De lá, a delegação verde e amarela embarca para o Rio de Janeiro (Galeão) às 21h (16h de Brasília). Depois disso, o voo segue para São Paulo (Guarulhos), destino final da aeronave.

Nesta sexta-feira, os jogadores já estão liberados da concentração. Mas a tendência, segundo a diretoria de comunicação da CBF, é que nenhum deles saia para curtir folga, até por conta da precoce eliminação no Mundial.
Kaká não esconde decepção: 'Derrota doeu muito mais do que a de 2006'
Camisa 10 considera que a eliminação para a Holanda é mais sentida do que a derrota para a França quatro anos antes na Alemanha.

Com olhos vermelhos e bastante inchados, Kaká não conseguia esconder o abatimento com a eliminação da seleção brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Um dos líderes do grupo, o meia estava bastante abatido e admitiu que a dor da derrota por 2 a 1 para a Holanda, nesta sexta-feira, em Porto Elizabeth, é maior do que a sentida em 2006, quando o Brasil fracassou diante da França, em Frankfurt, na Alemanha.

- A derrota doeu muito, muito mais do que em 2006. Muito mais. É difícil falar. A dor é muito grande. Por tudo o que eu queria viver aqui... e tinha imaginado - disse o meia.

Melhor jogador do mundo em 2007, Kaká vem sofrendo com os problemas físicos, entre eles uma lesão no púbis. O meia se esforçou para se recuperar a tempo de disputar o Mundial.

- Não tem muito o que dizer em um momento como este. Copa do Mundo é isso aí. Uma expectativa que se cria. Paciência. Vamos esperar mais quatro anos, aqueles que tiverem. Não sei... realmente não sei o que vai acontecer daqui para frente. É um momento muito difícil. Minha carreira, minha vida. Um momento delicado.

O camisa 10 lamentou os gols sofridos pela seleção brasileira no segundo tempo em jogadas de bola parada.

- Estamos sentindo muito esta derrota, por tudo o que fizemos, por onde pensamos que iríamos chegar. Dói bastante. Dói porque em uma Copa do Mundo são detalhes. Duas bolas paradas nos tiraram de uma Copa do Mundo.

A seleção brasileira dorme nesta sexta-feira em Porto Elizabeth e retorna neste sábado para o Brasil em um voo fretado pela CBF.
Brasil leva gols, falha na marcação e se descontrola.


Brasil perde para a Holanda e é eliminado de novo nas quartas
Seleção tem atuação segura no primeiro tempo, mas se descontrola no segundo e é derrotada de virada, por 2 a 1, dando adeus à África do Sul

Julio César fala sobre a eliminição do Brasil da Copa do Mundo 2010

Muito abatido goleiro reconhece falha no primeiro gol holandes na derrota de 2 a 1 nas quartas de final.
Anterior Julio César fala sobre a eliminição do Brasil da Copa do Mundo 2010
Os gols de Holanda 2 x 1 Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2010
Kaká arranca mas é cortado na hora da finalização, aos 40 do 2º tempo
Gilberto chuta e Stekelenburk faz a defesa, aos 35 do 2º tempo
Lúcio chuta, a bola desvia no jogador da holanda e sai pela linha de fundo, aos 35 do 2º
Expulso! Felipe Melo pisa em Sneijder e recebe cartão vermelho, aos 28 do 2º tempo
Gol da Holanda! Kuyt desvia no primeiro pau e Sneijder completa, aos 22 do 2º tempo
Kaká chuta colocado de fora da área com perigo, aos 20 do 2º tempo
Daniel Alves chuta de fora da área, aos 16 do 2º tempo
Gol da Holanda! Sneijder cruza na área, Felipe Mello desvia contra, aos 8 do 2º tempo
Tira teima: Veja o gol de Robinho contra a Holanda
Frisbee ou futebol? Gilberto Silva aproveita folga durante jogo para praticar um pouco
Maicon recebe na direita e chuta com perigo, aos 46 do 1º tempo
Dunga se desespera com falta marcada contra o Brasil, aos 38 do 1º tempo
Michel Bastos recebe cartão amarelo, aos 37 do 1º tempo
Kaká chuta no ângulo e Stekelenburg faz ótima defesa, aos 30 do 1º tempo
Seleção holandesa tem bandeira do Brasil em seu uniforme
Daniel Alves cruza, Juan chuta com perigo, por cima do travessão, aos 24 do 1º tempo
Perigo! Mick Jagger está na torcida pelo Brasil
Robben recebe falta e Dunga reclama, aos 16 do 1º tempo
Kuyt chuta cruzado para defesa de Julio César, aos 11 do 1º tempo
Gol do Brasil! Felipe Melo lança Robinho que abre o placar, aos 10 do 1º tempo
Anulado! Luis Fabiano rola para Daniel Alves, mas árbitro marca impedimento, aos 7 do 1º
Seleção holandesa entra em campo com bandeira do Brasil em seu uniforme
Jogo começa quente, aos 3 do 1º tempo
Capitães de Holanda e Brasil leem manifesto contra o racismo
proximo
o jogo escalações Em toda a sua preparação e durante a Copa do Mundo na África do Sul, a seleção brasileira se esforçou em adotar uma filosofia diferente da utilizada em 2006. Por ironia, o resultado foi o mesmo: derrota para uma seleção europeia e eliminação nas quartas de final. No lugar da França, o algoz foi a Holanda. E Sneijder tomou de Henry o posto de carrasco, participando do lance do primeiro gol e marcando o segundo na vitória por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira.

Foi ele o eleito o melhor em campo no estádio Nelson Mandela Bay, em votação popular no site da Fifa. Pelo primeiro tempo, ficou a impressão de que dificilmente o escolhido deixaria de ser um brasileiro. A seleção dominou a Holanda, marcou seu gol (com Robinho) logo no início, criou lances bonitos e foi pouco ameaçada. A partida após o intervalo, no entanto, foi outra. O Brasil falhou na defesa, seu setor mais elogiado, esteve acuado, quase não chegou ao ataque e demonstrou instabilidade emocional. E viu mais um jogador seu ser expulso na competição, depois que Felipe Melo deu um pisão em Robben.

A eliminação em Porto Elizabeth representa um duro golpe na era Dunga como técnico. A seleção vinha acumulando bons resultado - como os títulos da Copa América e da Copa das Confederações, a primeira colocação nas eliminatórias e vitórias expressivas sobre adversários de peso - mas fracassou em sua principal missão, a conquista do hexacampeonato. Os brasileiros, que receberão a Copa de 2014, voltam para casa com uma campanha de três vitórias, um empate e uma derrota.

A Holanda, que acumulou sua quinto triunfo consecutivo na Copa e agora soma 24 partidas de invencibilidade, enfrentará Gana ou Uruguai na semifinal, em partida na próxima terça-feira, às 15h30m (de Brasília), na Cidade do Cabo. E se vinga das eliminações nas edições de 1994 e 1998, as duas últimas vezes em que havia cruzado com o Brasil em Mundiais.

Brasil faz gol, marca duro e joga bonito


Conhecidas pelo estilo bonito de jogar, as seleções de Brasil e Holanda deixaram o futebol de lado nos primeiros minutos. Luis Fabiano e Van Bommel se estranharam e foram repreendidos pelo árbitro. O holandês pareceu não se intimidar, já que em seguida discutiu com Robinho. Passado esse início nervoso, no entanto, os brasileiros perceberam que teriam espaço para jogar.

Robinho comemora o gol após receber passe primoroso de Felipe Melo, aos dez minutos (Foto: Reuters)A primeira pista veio com passe de Maicon, que encontrou Daniel Alves livre, mas impedido, ainda que por pouco. Já Robinho se posicionou melhor e correu sozinho no meio da zaga laranja. Recebeu passe primoroso de Felipe Melo e chutou com estilo, sem dominar a bola, superando o goleiro. Com 1 a 0 no placar logo aos dez minutos, o Brasil pôde se planejar para atuar do jeito que mais gosta: marcando duro no campo defensivo e procurando os contra-ataques.

No entanto, o estilo da Holanda, de não ir ao ataque desesperadamente, fez com que os contragolpes não viessem. Ainda assim, o Brasil produziu belas jogadas. Numa delas, Daniel Alves deu dois cortes pela ponta e cruzou para Juan chutar por cima do gol. Na mais bonita, Robinho deixou para trás dois marcadores, Luis Fabiano deu passe de letra, e Kaká chutou bem ao seu estilo, com efeito, obrigando Stekelenburg a fazer excelente defesa.

Com uma muralha à sua frente, Julio Cesar pouco trabalhou no primeiro tempo: fez duas defesas seguras em chutes de Kuyt e Sneijder. E só. O craque Robben insistiu na sua jogada preferida, de carregar a bola pela direita e cortar para a esquerda, mas foi sempre bloqueado antes do chute. A Holanda tentou invadir o terreno brasileiro recorrendo até à malandragem. Em cobrança de escanteio, Robben deu um leve toque na bola e correu para a área. Mas Daniel Alves, atento, chegou antes de qualquer adversário.

Após 19 faltas, o primeiro tempo terminou com mais uma boa jogada da seleção, em que Kaká - até então mais participativo do que em outros jogos - inverteu um lance da esquerda para a direita. Maicon chutou para defesa do goleiro.

Brasil leva gols, falha na marcação e se descontrola


Tão segura nos 45 minutos iniciais, a equipe começou vacilante na segunda etapa. Um lance displicente no primeiro minuto fez com que Felipe Melo levasse uma bronca de Lúcio. Sete minutos depois, o Brasil sofreu o empate num lance que, até esta sexta-feira, era incomum na Copa: falha da zaga, e ainda por cima numa bola aérea. Julio Cesar e Felipe Melo se chocaram, e a bola cruzada por Sneijder desviou de leve no volante antes de entrar. Foi o primeiro gol contra do Brasil na história dos Mundiais.

A igualdade no placar desestabilizou o Brasil, que ficou acuado em seu campo e viu suas tentativas de ataque esbarrar em erros de passe. Só conseguiu concluir uma jogada aos 20 minutos, quando Kaká bateu colocado, mas sem muito perigo. A Holanda, que mostrou suas fragilidades no primeiro tempo, passou a explorar as do Brasil, recorrendo ao lado direito do ataque e fazendo Michel Bastos sofrer para marcar Robben. Preocupado com o seu lateral, que já havia recebido cartão amarelo, Dunga trocou-o por Gilberto aos 16 minutos.

Cabisbaixo, Julio Cesar deixa o campo após a derrota do Brasil no Nelson Mandela Bay Seis minutos depois, a Holanda conseguiu a virada. E em outra falha da defesa. Uma cobrança de escanteio encontrou Kuyt, que, posicionado na primeira trave, desviou a bola para trás, e Sneijder cabeceou para a rede. Mais seis minutos, e a situação piorou. Felipe Melo fez falta e em seguida deu um pisão em Robben, recebendo cartão vermelho direto.

Dunga ainda substituiu Luis Fabiano por Nilmar, mas a troca de um atacante por outro pouco ajudou a seleção, que só conseguiu levar algum perigo aos holandeses em duas cobranças seguidas de escanteio. Aos 44 minutos, veio a tentativa derradeira. Daniel Alves teve uma cobrança de falta, mas a bola explodiu na barreira. Era o fim do sonho do hexacampeonato
A eliminação em Porto Elizabeth representa um duro golpe na era Dunga como técnico. A seleção vinha acumulando bons resultado - como os títulos da Copa América e da Copa das Confederações, a primeira colocação nas eliminatórias e vitórias expressivas sobre adversários de peso - mas fracassou em sua principal missão, a conquista do hexacampeonato. Os brasileiros, que receberão a Copa de 2014, voltam para casa com uma campanha de três vitórias, um empate e uma derrota.

A Holanda, que acumulou sua quinto triunfo consecutivo na Copa e agora soma 24 partidas de invencibilidade, enfrentará Gana ou Uruguai na semifinal, em partida na próxima terça-feira, às 15h30m (de Brasília), na Cidade do Cabo. E se vinga das eliminações nas edições de 1994 e 1998, as duas últimas vezes em que havia cruzado com o Brasil em Mundiais.

Brasil faz gol, marca duro e joga bonito


Conhecidas pelo estilo bonito de jogar, as seleções de Brasil e Holanda deixaram o futebol de lado nos primeiros minutos. Luis Fabiano e Van Bommel se estranharam e foram repreendidos pelo árbitro. O holandês pareceu não se intimidar, já que em seguida discutiu com Robinho. Passado esse início nervoso, no entanto, os brasileiros perceberam que teriam espaço para jogar.

Robinho comemora o gol após receber passe primoroso de Felipe Melo, aos dez minutos
A primeira pista veio com passe de Maicon, que encontrou Daniel Alves livre, mas impedido, ainda que por pouco. Já Robinho se posicionou melhor e correu sozinho no meio da zaga laranja. Recebeu passe primoroso de Felipe Melo e chutou com estilo, sem dominar a bola, superando o goleiro. Com 1 a 0 no placar logo aos dez minutos, o Brasil pôde se planejar para atuar do jeito que mais gosta: marcando duro no campo defensivo e procurando os contra-ataques.

No entanto, o estilo da Holanda, de não ir ao ataque desesperadamente, fez com que os contragolpes não viessem. Ainda assim, o Brasil produziu belas jogadas. Numa delas, Daniel Alves deu dois cortes pela ponta e cruzou para Juan chutar por cima do gol. Na mais bonita, Robinho deixou para trás dois marcadores, Luis Fabiano deu passe de letra, e Kaká chutou bem ao seu estilo, com efeito, obrigando Stekelenburg a fazer excelente defesa.

Com uma muralha à sua frente, Julio Cesar pouco trabalhou no primeiro tempo: fez duas defesas seguras em chutes de Kuyt e Sneijder. E só. O craque Robben insistiu na sua jogada preferida, de carregar a bola pela direita e cortar para a esquerda, mas foi sempre bloqueado antes do chute. A Holanda tentou invadir o terreno brasileiro recorrendo até à malandragem. Em cobrança de escanteio, Robben deu um leve toque na bola e correu para a área. Mas Daniel Alves, atento, chegou antes de qualquer adversário.
Com uma muralha à sua frente, Julio Cesar pouco trabalhou no primeiro tempo: fez duas defesas seguras em chutes de Kuyt e Sneijder. E só. O craque Robben insistiu na sua jogada preferida, de carregar a bola pela direita e cortar para a esquerda, mas foi sempre bloqueado antes do chute. A Holanda tentou invadir o terreno brasileiro recorrendo até à malandragem. Em cobrança de escanteio, Robben deu um leve toque na bola e correu para a área. Mas Daniel Alves, atento, chegou antes de qualquer adversário.
Após 19 faltas, o primeiro tempo terminou com mais uma boa jogada da seleção, em que Kaká - até então mais participativo do que em outros jogos - inverteu um lance da esquerda para a direita. Maicon chutou para defesa do goleiro.